sexta-feira, 29 de outubro de 2010

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Minhas Cicatrizes
Lembro-me de momentos da minha infância que me marcaram...
Lições que foram aprendidas das mais diversas formas e talvez essa seja a melhor delas:
Era uma tarde num fim de semana um pouco diferente dos outros.
Eu e minha família fomos visitar um tio. Na volta pra casa, estava fazendo frio e eu havia colocado meu casaco, mas o frio era tão intenso que resolvi colocar os braços e mãos dentro do casaco, mesmo sendo alertada pelos meus pais de que se caísse, não teria um ponto de apoio para me levantar outra vez.
Eu era criança e achava que colocar ou não os braços dentro do casaco era uma escolha minha e que o pedido dos meus pais poderia ser facilmente ignorado, levando em conta que eu nunca antes havia tomado um tombo daquela espécie.
Eu não conhecia uma queda onde não pudesse usar minhas mãos para me levantar.
Não demorou muito até que eu aprendesse o quanto é doloroso.
Caí...
Enquanto eu rolava, sem saber como parar, um filme me passou pela cabeça.
Ouvi novamente meus pais me dizendo pra não colocar minhas mãos dentro do casaco, lembrei do meu sentimento de superioridade quando desobedeci e então eu chorei
Minhas lágrimas eram pela dor de perceber que de nada valeu meu esforço infantil de demonstrar que eu podia estar certa, em qualquer coisa sem evitá - las.
“Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.” II Timóteo 2:22
Quando me levantei, percebi que quando queremos ser superiores, nossa tentativa nos deixam marcas. Marcas que podem ser superficiais como a poeira que estava em minhas roupas ou marcas permanentes como minhas cicatrizes na pele.
Achei que aquelas marcas nunca iam passar, mas hoje, com 23 anos, vejo que realmente elas não passaram, mas já não doem mais.
Em nossa vida espiritual, muitas vezes também tentamos mostrar pra Deus que somos como malabaristas espirituais. Que conseguimos levar nossa vida, sozinhos na corda bamba da vida, sem ajuda.
Colocamos nossas mãos dentro de nossos casacos de orgulho, independência e desonestidade e começamos a desfilar por aí.
“Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros.” Tito 3:3
Passamos por outras pessoas nos exibindo e mostrando superioridade, mas chega à hora em que todos nós caímos.
“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.” Provérbios 16:18
Mas em meio à queda surge o Pai, que faz passar diante de nós o filme que nos revela que não somos escravos de Suas admoestações, mas que se tivéssemos ouvido Sua voz, nesse momento não haveriam feridas abertas a serem tratadas, poeira a ser retirada e nem ao menos cicatrizes no futuro, para nos lembrar que um dia caímos.
Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” I João 4:9
 Mas a história nunca deve acabar na queda, porque após a queda, mesmo quando não encontramos nossas mãos, existem as Mãos do Pai, e são elas que nos erguem e assumem nossas cicatrizes.
Penso em como será o dia em que eu e você chegarmos à casa do Pai.
Ele já terá retirado nossas feridas físicas e espirituais, mas ao erguer mais uma vez as Suas mãos, perceberemos que mesmo com a presença Dele, o pecado já nos marcou, mas que o amor do Pai também nos marcou, dessa vez com a marca do resgate e dessa vez quem leva nossas cicatrizes não somos nós e sim, simplesmente O PAI..

“E se alguém lhe disser: Que feridas são estas nas tuas mãos? Dirá ele: São feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos.” Zacarias 13:16









  Elaine Rodrigues Moreth
Jovem Adventista Central de Colatina



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